terça-feira, 29 de setembro de 2009

Valeu por você existir, amigo...



"Meu amigo
Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tâo outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarescendo a verdade
Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir

Foi bem cedo na vida que eu procurei
Encontrar novos rumos num mundo melhor
Com você fique certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força tornando maior
A amizade...
Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade...
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir

Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo"

A Amizade - Fundo de Quintal



Nunca tinha me dado conta da responsabilidade que é quando alguém me deixa entrar em sua vida.

Há algum tempo eu sumi dos meus amigos, dos programas que costumava fazer, das mesas de bar e das boas que eu sempre tinha pra indicar pra alguém.

Não ando numa boa fase e quem é mais próximo de mim sabe disso. Ando estranha, física e mentalmente. Meu corpo tem dado sinais que não está bem (manchas, pintas, inchaços que não diminuem e uma palavra dita pelo médico que não me sai da cabeça: biópsia) e tenho estado cada vez mais assustada.

Sou muito fechada e não gosto de ficar falando disso com as pessoas. Nos meus maiores momentos de medo, prefiro ficar sozinha, me afastar de todos, até das pessoas que sei que me amam.

Ando ouvindo muito por ai: “Nossa, o que está acontecendo com você?”, ou “Está sumida, o que houve?!” Luluzinha, o que você tem? Essa não é você!” e a frase que mais me dói ouvir: “Que saudade!”. Me dói porque também sinto saudade desse tempo que eu era presente.

Sei que tenho deixado furos com amigos. Amigos que sempre tentaram estar do meu lado nas horas mais chatas. Sei que tenho amigos que precisavam de mim, de um conselho, ou que simplesmente eu os arrastasse para sair, como sempre fiz. Sei que tenho amigos que sentem falta de uma conversa, que cada vez que eu furo se decepcionam comigo. Sei que alguns ficam chateados por eu não querer dividir meus medo e angústias com eles. Sei que não poderia ser mais egoísta do que estou sendo, mas peço, por favor, que tentem entender essa fase. Sim, porque nem eu vou me permitir que isso vá além de uma fase.

Queria pedir aos amigos, poucos, bons e sempre presentes – mesmo na minha ausência- desculpas. Desculpa pela falta de paciência, pelas fugas, por não atender ao telefone, pelas respostas algumas vezes ríspidas, pela ausência em momentos que sei q eram importantes, pela falta de vontade de aparecer. Estou estranha, mas sei que isso vai passar.

Agradeço o respeito pelo momento que passo e as provas de amizade que tenho recebido. Obrigada. E vocês também não fazem idéia da responsabilidade que têm, estando na minha vida.



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fases da Fossa


"Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu"


Você já me Esqueceu - Fernanda takai *


Você e o menininho se conhecem, se conquistam e, depois de todo aquele processo de conversas, beijos, saídas, acabam se gostando. Pelo menos é isso que acontece com você e, por dedução, é o que você pode jurar que está acontecendo com ele também, certo?

Erradíssimo. De repente, não mais que de repente, você leva um belo pé na bunda, daqueles que te derrubam lindamente. Daqueles que tornam seu travesseiro e sua cama seus melhores amigos.

Ai, o que vem depois de um pé na bunda? A inevitável fossa. Tudo fica cinza, os casais felizes se multiplicam pela rua, te deixando muito pior que o que você já está – sim, é sempre possível ficar pior. A saudade vem com tudo nos piores momentos e qualquer música que fale de amor, desamor, ou ex amor, se encaixa perfeitamente com o seu momento.

Eu, durante minha fase fossa, passei por diversos estágios. Desde a negação, até o alívio, passando pelos micos. O que seria da minha vida sem os micos...

Primeiro estágio é a negação, né? Ouvir que ele não te quer mais é péssimo e você se recusa a acreditar que isso esteja acontecendo. Como assim? Para você tava tão legal. O que será que desandou? Por que isso foi acontecer? O dia seguinte ao fora é o pior: vc reza para que o telefone toque, o email chegue, o interfone faça barulho... Qualquer coisa que o faça dizer que pensou bem e se arrependeu do que disse. Você liga para suas amigas chorando contando o que houve e elas só dizem uma coisa: “Lu, ele é um merda que não soube ver seu valor”. Às vezes eu queria muito ter esse valor todo que meus amigos dizem ver em mim.

Depois disso, vem a fase “Está tudo bem! Nada me abala, nem um menino qualquer!” Não preciso nem dizer que não é bem assim, né? Até porque ele não é um menino qualquer, nem isso é pouca coisa. Você gostou dele, conviveu durante um tempo e tudo o que vocês faziam faz falta. Desde as conversas interessantes até a cervejinha acompanhada de um verdadeiro papo de botequim. Mais uma vez você liga triste pras suas amigas (dessa vez sem choro, porque nada te abala) e lá vem a frase: “Lu, ele é um merda que não soube aproveitar a mulher maravilhosa que estava ao lado dele.”

Quando finalmente você jura que, agora sim, está tudo superado, você pode falar sobre ele, lembrar dele, até mesmo ver fotos de uma época muito bacana, quando vocês estavam no auge do entrosamento, vem a pior coisa que poderia acontecer: o reencontro.

Várias coisas passam na sua cabeça antes desse encontro (tô bonita? feia? gorda? magra? legal? cheirosa? ) Você tenta fingir que não é nada demais, mas, ao mesmo tempo, alguma coisa te mata por dentro. Uma coisa é você ouvir do carinha que ele não te quer mais. Outra coisa muito diferente e beeeem pior é perceber, com fatos, que ele não te quer mais mesmo.

Nessa hora, o que você faz? Liga para as amigas, não chorando, mas no auge da tristeza. O que elas dizem? “Lu, ele é um merda que, além de não saber te dar o valor que você merece, ainda te deixa triste assim. Vai conhecer outra pessoa que valha a pena”

Depois disso, você finalmente percebe que o afastamento, naquele momento, será o melhor para você. Sem emails, mensagens de texto, sem conversas por MSN, nada. Qualquer notícia sobre ele é bloqueada. Vamos esquecer, pelo menos por um tempo, que ele existe. Dar um tempo pra mim e pra minha tristeza.

Nesse momento, a saudade dele só aumenta. Não dele como homem, mas como mais uma companhia. Afinal durante um bom tempo era com ele que você saía, com ele que você ia pro bar, com ele que você mais conversava. E é só disso que você sente falta agora.

E é nesse momento também que você descobre que já existe uma outra pessoa na vida dele.

Não que você duvidasse que isso fosse acontecer, mas esperava ter tido uma importância maior na vida dele e ele sentisse um pouco mais de saudade... Mas ai, ó, não tem jeito... Ela já está com ele e você ainda sofre.

Você liga para suas amigas chateada e elas dizem: “Lu, é ele um merda que precisou de alguém do lado dele pra preencher o espaço que você deixou” Ah, como minhas amigas me amam... Dizem cada coisa pra me deixar melhorzinha.

É nessa hora que os micos começam a surgir.

Chorar no meio de um show, na frente de pessoas que você mal conhece por que a música fala de um relacionamento que chegou ao fim, chorar no ônibus porque você simplesmente lembrou que era quarta, dia de ir ao cinema. Chorar na hora que você passa pela rua dele porque se deu conta que nunca mais irá na casa dele, ficar naquele janelão.

Soube na época do lançamento da música de trabalho da Fernanda Takai, “Você já Me Esqueceu”, que ele já estava com outra. Não poderia rolar identificação maior com uma música certo? Época de lançamento de música de trabalho numa gravadora é época de ouvir infinitas vezes a mesma música por dias seguidos. Não houve tortura maior que essa pra mim. Ouvir dias seguidos, vezes seguidas a música que me fazia lembrar meu “ex amor”. Criei até a expressão “Fernanda takaizar” para dizer que estava triste ouvindo a música. E durante o pré lançamento da música Fernanda takaizei muito. Inclusive na frente dela. Esse foi meu maior mico. Calma, eu explico: estive frente a frente com a Takai num evento que fomos fazer da gravadora. A música estava tocando ao fundo e eu comentei que já tinha chorado muito com ela. Contei a história resumida e ela, fofa, resolveu cantar essa música voz e violão pra mim. Nossa, foi ela chegar no refrão e eu abrir o berreiro. Descobri que aquilo não tava tão superado assim.

Saí do evento Fernanda takaizando e liguei pras amigas que mais uma vez disseram: “Lu, ele é um merda que tá até interferindo no seu trabalho”

Depois de um tempo, eu não me permiti mais ficar mal por alguém. Penso que ninguém vale minha tristeza. Se não me quer, não me merece, então!

O tempo passou, a dor acabou, a tristeza já não existe mais. A saudade sim, mas não dele e sim da época boa que estivemos juntos. Saudade boa, que deixa lembranças que vou levar pra sempre. Hoje, as únicas coisas que desejo são: felicidades pra ele e pra ela, que até parecem que se combinam juntos. Desejava também que fossemos amigos, nos falássemos com a mesma freqüência que falo com outros amigos, que tivéssemos a liberdade de ir tomar uma cervejinha gelada pra bater um papo e espantar o calor. Não sinto essa abertura da parte dele.

Talvez por isso, e SÓ por isso, eu concorde com minhas amigas: ele é um merda. Não por não me querer ao lado dele, não por não conhecer meu valor, ou porque já está com outra pessoa. Mas por não aceitar o que de melhor eu poderia oferecer. Não, não foram meus beijos, abraços e amassos. Ofereci minha amizade e ele simplesmente não aceitou...




* A música é de autoria do Fred Jorge, mas creditei a Fernanda Takai, por motivos citados a cima.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Geral, num braço só




"Quando você passa
eu sinto seu Cheiro"

Me Abraça - Banda Eva

Eu nunca gostei muito de me meter na vida das pessoas, especialmente quando o assunto é a vida higiênica. Mas quando a higiene alheia, ou falta dela, me afeta diretamente, estou no direito de falar, sim, do cecê dos outros!

Penso assim: se você não quer ser limpinho, tudo bem, não seja. Mas se vai usar transporte público e, principalmente, se vai segurar naqueles ferros que ficam na parte de cima do ônibus, por consideração ao nariz alheio, use o desodorante.

Sou baixinha e qualquer pessoa que tenha uma estatura média, com os braços levantados, fica com o sovaco na reta do meu nariz. Nessas condições, andar em qualquer transporte público se torna desumano, certo?

Certíssimo. Ontem tive a prova disso, quando andei da Barra até Copacabana com um suvaco cecezento praticamente roçando no meu nariz. Era um misto de cheiro de azedo com cheiro de cebola e cada movimento que o dono do suvaco fazia, parecia que o cheiro subia, ficando mais forte. Tentei disfarçar, tampava o nariz com o braço, coçava, virava pro lado, mas não havia nada que, pelo menos, amenizasse aquele tormento particular. Particular eu disse? Foi o que pensei, até q notei que havia algumas pessoas se entreolhando com cara de “Céus, que fedor”. Não sei se chegou a ser um alívio perceber que eu não era a única sofrendo, mas foi reconfortante poder dividir alguns olhares com o resto das pessoas. Olhares do tipo “Amigo, também to sentindo! Força ai!”

Minha vontade era segurar o rapaz pelos braços, juntá-los junto ao corpo e dizer “Filhinho, qual o seu problema com o desodorante? Por que não usá-lo?”

Num ato de desespero, sentei no chão da área reservada para cadeira de rodas, saindo assim da linha de tiro. Nossa, acho q nunca, em toda minha vida, senti um ar tão puro como aquele.

Na hora de sair de dentro do ônibus, foi uma luta pra ver quem saía primeiro: nós, sofredores de narizes, ou ele, o cecezento que nos fez sofrer durante longos 50 minutos de viagem. No fim das contas, ele nos derrotou e saiu por ai desfilando sua inhaca pelos vagões do metrô. E assim terminou uma traumatizante viagem no ônibus do metrô.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tá malandro, hein?!



Malandro!
Só peço favor
De que tenhas cuidado
As coisas não andam
Tão bem pro teu lado
Assim você mata
A Rosinha de dor..
.

Malandro – Jorge Aragão



Valeu malandrão. Acha que é esperto com suas palavras bonitas e discursos prontos. Acha que engana dizendo que vai ligar só para deixar esperando, mas sempre some. Valeu malandrão, acha que pode mentir e que nunca será descoberto, acha que pode ir cozinhando em banho maria até não ter nada melhor para fazer e chamar para sair. Valeu malandrão que acha que engana todas as meninas com quem fica e nem desconfia que é alvo das conversas e comparações, bota banca de homem, mas tem atitude de moleque. É tão malandro que não percebe que as mulheres já estão vacinadas e quem se envolve é ele. Valeu malandrão!

domingo, 21 de setembro de 2008

O Episódio Iluminado!




"Garotos gostam de iludir
Sorriso, planos
Promessas demais"
Garotos- Kid Abelha


Sempre me diverti muito com todos os meus "causos" amorosos. Não que algum deles tenha tido um excelente final feliz, mas no quesito humor, todos eles foram excelentes.

Um dos casos mais engraçados (ok, engraçado hoje, porque no dia foi bem, mas bem estranho mesmo!) foi quando fui chamada de "iluminada". Tantas coisas para ser chamada. Sei lá, legal, simpática, lindinha, fofinha, qualquer outra coisa que não fosse iluminada!

Ele se aproximou, disse que queria me dizer alguma coisa, mas não sabia como exatamente.

Gelei. Imaginei que ele quisesse dizer que me amava, que eu estava com bafo, beijava mal... Sei lá, mil outras coisas.

Insisti para que ele falasse logo. Odeio momentos suspense e aquilo já tinha passado de momento suspense, para tortura psicológica.

Depois de muito gaguejar, ele soltou: "Lu, você é muito iluminada!".

Levei um certo tempo para processar a informação, algo do tipo "será que ouvi isso mesmo?!" Iluminada?! O que será que isso quis dizer?

Fiz uma cara de "Ah, é?!" Agradeci, gentilmente, o "elogio" com um sorriso amarelo e disse: bom, agora preciso ir. Se soubesse que teria esse desfecho, não teria dado meu telefone, 5 minutos antes.

Durante a semana, pensando no episódio "iluminado", acabei achando fofo todo aquele nervosismo para me fazer aquele elogio e o arrependimento de ter dado o telefone deu lugar à agonia do telefone não tocar.

Finalmente ele tocou. Era uma mensagem iluminada do menino Iluminado perguntando se eu topava fazer alguma coisa com ele. Depois de horas pensando numa resposta onde eu deixasse claro que sim, queria muito sair com ele, mas sem parecer muito fácil, respondi que sim, que podíamos combinar alguma coisa para o final de semana.

Chegada a hora de encontrar com o menino de novo, depois de experimentar mil roupas, pensar em mil coisas para dizer e evitar aquele silêncio constrangedor, partimos para o show que combinamos de ver. A banda era ótima, o lugar maravilhoso, o papo fluía, mas chegar junto que é bom, nada! Mesmo quando tocava uma música mais lentinha, eu pensava: Ah, agora vai... Nada!

Passamos a noite conversando, trocando olhares, ele fazia carinho na minha cabeça, fazia como se fosse me beijar e... Nada!

No final da noite, depois de eu saber a vida dele inteira, ele saber de parte da minha, depois de algumas (muitas) caipirinhas e nada além disso, resolvi que queria ir embora.

Fomos. Na despedida, dois beijinhos e algo do tipo: a gente se vê por ai... Aaaaah, aquilo foi o fim para mim. Me chama de iluminada para depois dizer que a gente se esbarra por ai?!

Ok, esse foi um dos encontros mais, digamos, inusitados que tive. Mas o pior foi, no dia seguinte receber a seguinte mensagem: "O show foi muito bom. Quando tiver mais shows dessa banda, por favor, me avise. Beijos."

Depois disso, alguém ainda se atreve a perguntar por que estou sempre solteira?!

Olha as figuras que eu atraio!